27/01/2026 22:00
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu um passo histórico nesta segunda-feira ao anunciar a profissionalização da arbitragem no Brasil. Com um pacote de investimentos que soma R$ 195 milhões até 2027, a entidade "convocou" o primeiro grupo de elite, composto por 72 profissionais, que atuarão de forma dedicada nos jogos do Brasileirão.
O grupo é formado por 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR). Os trabalhos oficiais sob este novo regime começam no dia 1º de março, com contratos assinados ao longo de fevereiro.Árbitros centrais Catarinenses convocados: Braulio da Silva Machado e Ramon Abatti Abel. Assistente convocada Catarinense: Gizeli Casaril.
Um Modelo de Performance e Gestão
A iniciativa busca alinhar o Brasil às práticas das grandes federações mundiais. Segundo o presidente da CBF, Samir Xaud, o movimento atende a pedidos de décadas da categoria e de quem ama o esporte.
"Por que os árbitros erravam? Erravam por serem seres humanos. Mas muitas vezes por faltar apoio, investimento, preparo físico, instrução técnica, apoio psicológico e tecnologia. Agora, não mais", destacou Xaud.
Como Funcionará a Remuneração e o Contrato
Os árbitros serão vinculados como prestadores de serviço (PJ) e receberão:
Embora a CBF não possa exigir exclusividade jurídica por ser contrato PJ, o valor foi estipulado para ser atraente o suficiente para que a arbitragem se torne a ocupação única dos profissionais.
Critérios de Seleção e o "Rebaixamento"
A seleção teve como base o quadro FIFA e o desempenho técnico nas temporadas 2024 e 2025. Para manter o nível de competitividade e motivação, a CBF implementará um sistema de promoção e rebaixamento:
Tecnologia e Rotina de Atleta
A ideia é tratar os árbitros com o mesmo rigor de jogadores profissionais. Cada integrante receberá um smartwatch para monitoramento de treinos, desempenho físico e até qualidade do sono.
A "comissão técnica" da arbitragem contará com preparadores físicos, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e instrutores técnicos. Metas semanais deverão ser cumpridas para que o árbitro seja escalado, e erros graves ainda poderão resultar em afastamento temporário para reciclagem.
O investimento total de R$ 195 milhões visa, acima de tudo, a unificação de critérios e a redução drástica de erros técnicos causados por falta de suporte profissional.
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